FII
Fundo de Investimento Imobiliário. Reúne investidores para aplicar em imóveis, recebíveis imobiliários ou uma mistura dos dois. Na bolsa, o investidor compra cotas do fundo.
Termos de fundos imobiliários, renda, risco e relatório explicados em linguagem simples.
Para consultar sem travar
Use este glossário para traduzir os principais termos que aparecem nas consultas, na carteira e no relatório de risco. Ele não recomenda ativos; apenas explica conceitos.
Conceitos básicos para entender o que está sendo consultado.
Fundo de Investimento Imobiliário. Reúne investidores para aplicar em imóveis, recebíveis imobiliários ou uma mistura dos dois. Na bolsa, o investidor compra cotas do fundo.
É o valor negociado de uma cota na bolsa. O preço muda conforme oferta, demanda, juros, risco percebido e expectativa de renda futura.
Mostra quantas cotas existem no fundo. Esse número não é a quantidade que o investidor tem; é o total de cotas do fundo no mercado.
Relação entre preço de mercado e valor patrimonial por cota. Abaixo de 1 pode indicar desconto; acima de 1 pode indicar prêmio. Não deve ser usado sozinho.
Estimativa contábil do patrimônio do fundo. Ajuda na leitura de preço, mas depende da qualidade e atualização das avaliações dos ativos.
É o preço atual da cota multiplicado pelo total de cotas emitidas. Não é a mesma coisa que patrimônio líquido.
Indicadores ligados ao dinheiro que o cotista pode receber.
Dividendos são os rendimentos distribuídos pelo fundo. DY, ou dividend yield, compara esses rendimentos com o preço da cota. DY alto pode ser oportunidade ou sinal de risco.
Data com é o último dia para ter direito ao próximo rendimento. Na data ex, quem compra a cota já não recebe aquele pagamento específico.
Avalia se o fundo distribui renda de forma estável ou irregular. Para renda passiva, consistência costuma ser tão importante quanto DY alto.
É o risco de o fundo reduzir a renda paga por cota. Pode acontecer por vacância, inadimplência, queda de resultado, renegociação de contratos ou eventos de crédito.
Mostra se poucos FIIs respondem por grande parte dos dividendos da carteira. Quando a renda é concentrada, um corte em um ativo pesa mais no bolso do investidor.
Aqui entram os tipos de fundo e os riscos operacionais de cada setor.
Classificação do fundo conforme sua estratégia ou tipo de ativo. Exemplos: shoppings, galpões logísticos, lajes corporativas, renda urbana, hospitais, híbridos e papel.
Mede espaços vagos ou perda de receita por imóveis desocupados. É mais relevante em fundos de shoppings, galpões e escritórios. Vacância alta pode pressionar dividendos.
Investe principalmente em recebíveis imobiliários, como CRIs. O foco é crédito, indexadores, garantias e inadimplência, não vacância física de imóveis.
Fundo ligado ao agronegócio. Pode investir em crédito do agro, imóveis rurais, cadeias produtivas ou outros ativos do setor. O risco pode envolver clima, crédito, garantias e preço das commodities.
Fundo de infraestrutura. Pode ter exposição a projetos, debêntures incentivadas e fluxos de longo prazo. Juros, liquidez e qualidade dos emissores são pontos importantes.
Conceitos para entender se o fundo é acompanhado pelo mercado e fácil de negociar.
Principal índice de fundos imobiliários da B3. Ele funciona como um termômetro do mercado de FIIs, parecido com o Ibovespa para ações. O IFIX é composto por uma carteira teórica com mais de 100 FIIs, e essa quantidade pode mudar nas revisões periódicas da B3. Quando um FII faz parte do IFIX, o Dados FII mostra essa marcação na consulta do ativo. Estar no IFIX costuma indicar maior relevância e liquidez, mas não significa que o fundo seja automaticamente bom, seguro ou adequado para compra.
Mostra a facilidade de comprar ou vender cotas sem afetar muito o preço. Fundos com baixa liquidez podem dificultar saída em momentos ruins.
Estimativa de quantos dias seriam necessários para vender a posição usando a liquidez diária disponível. Em crise, esse prazo pode piorar.
Indica quantas pessoas ou instituições têm cotas do fundo. Uma base mais ampla pode indicar maior pulverização, mas não garante menor risco.
Indicadores que ajudam a entender o ambiente em que os FIIs estão inseridos.
Referência muito usada para investimentos conservadores no Brasil. Quando o CDI está alto, FIIs precisam oferecer uma relação risco-retorno mais atrativa para competir.
Taxa básica de juros da economia. Selic alta costuma pressionar o preço dos FIIs e aumentar a exigência de retorno dos investidores.
Índice oficial de inflação. Ajuda a entender perda do poder de compra e impacto de contratos ou títulos indexados à inflação.
É a comparação com alternativas. Se a renda fixa paga muito com baixo risco, o investidor exige mais dos FIIs para aceitar volatilidade e incerteza.
Termos que aparecem no relatório profissional da carteira.
É um painel de semáforo dos riscos. Mostra rapidamente quais FIIs ou fatores estão em risco baixo, moderado, alto ou muito alto.
É uma simulação de cenário ruim. Ele tenta mostrar o que poderia acontecer com patrimônio, dividendos e liquidez se juros, crédito, IFIX ou renda piorarem.
É um risco raro, mas pesado. Não acontece sempre, mas quando acontece pode causar impacto relevante na carteira.
É uma análise crítica que pergunta: o que pode dar errado? A ideia é evitar otimismo excessivo e mapear sinais de alerta antes do problema crescer.
Bull case é o cenário positivo para o ativo. Bear case é o cenário negativo. Juntos, ajudam a ver oportunidade e risco sem olhar só um lado.
Core são posições mais centrais e estáveis na estratégia. Satélite são posições menores, mais específicas ou com risco maior, que não deveriam dominar a carteira.